Recomece aos poucos

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Fiquei pensando no que escrever na última crônica do ano. Pensei tanto que cheguei a achar que estava sem inspiração. Vamos lá, ela veio, bem simples, mas veio.

O ano das perdas, perdemos tantos artistas queridos, perdemos a moral diante do mundo. Estamos perdemos o respeito uns pelos outros. Contudo, nos acalmamos. Estamos menos alarmistas, menos histéricos… Aprendendo a viver num  lugar ruim e corrupto por natureza e mesmo assim a sorrir nas horas certas, a acreditar todo santo dia quando nos levantamos. Passamos a ter novamente fé no abraço com o outro, na escuta amiga, nos momentos de amizade que confortam qualquer angústia. Conseguimos chegar até aqui.  Que bom! 

Preciso confessar que quase desisti, mas para quê se é lindo lutar? Luto por mim, por causas, por um mundo além do meu umbigo. 

Esse ano por pouco não me apaixonei e isso despertou em mim o desejo de me abrir novamente para o amor: será nesse ano que está chegando?

Dois mil e dezenove me recuperou do fracassado e desesperador 2018, era meu único objetivo.  Tive dores, mas quem não teve? Missão dada e realizada.

Temos que parar de achar que nossas dores são piores ou maiores do que as dores do coleguinha, mas algumas são mesmo. 

Ah, descobri uma diabetes do tipo 1, também já me adaptei. A vida é como o rio precisa seguir… e segue, a gente querendo ou não.

 Que nesse ano que se aproxima a gente possa dizer mais o que sente e menos o que pensa, vi isso numa propaganda e achei válido registrar. Dois mil e dezenove me deu um grande presente, trouxe meus amigos verdadeiros bem para perto de mim novamente em dias de solidão e saúde comprometida. E por isso, nada de reclamação. Voltei a falar com uma de minhas irmãs e isso afagou meu coração.

Do fundo do meu coração, obrigado por me acompanharem aqui no blog e alguns na vida real, por isso, o que eu vou desejar eu desejaria ao mundo inteiro se fosse possível, um lindo, um maravilhoso, um bárbaro feliz ano novo!

2020, pode chegar, quero muito te amar. 

 

Para Mari, Erika e Bruna… pela maravilhosa parceria durante os dias não tão bons durante o ano todo

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