Quando o acaso quer nosso bem estar

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Marquei um encontro com um amigo, mas deu errado. Então marquei de sair com uma amiga e outro amigo e em cima da hora eles preferiram outro lugar, desta vez fui eu que desisti, não é todo dia que a gente topa qualquer lugar. Encontro, por acaso, uma amiga que é vizinha e ela me convida para aquele bate papo que tentávamos há semanas. Acho que é algo a se pensar, não dei certeza; disse talvez. Só que ao entrar em casa para trocar o sapato vi minha cama e bateu aquela preguiça boa. Acho que encontrei meu programa ideal para hoje. Depois de um banho, uma camiseta velha, e de cueca coloquei a pipoca para estourar e entendi que no fundo o que a gente mais quer é um edredom bem quentinho e um filme bobo até cair no sono sem remorso por dormir na metade. De repente você cede a tudo isso e só então percebe que vive sabotando o próprio corpo que deitado agradece a oportunidade do descanso. E até que a gente morra repentinamente na madrugada, o dia seguinte está há poucas horas e quando o amanhecer chegar; junto tem mais vinte e quatro horas para se viver outras coisas. Antes de o filme começar, assisti um pouco do noticiário, tirando as notícias de corrupção e delações premiadas da lava jato; teve uma matéria boa, que a noite vai ser muito fria e eu então pensei e então disse a Patrícia, minha planta:

– Que bom! Amanhã é domingo.

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