Pensar a vida como uma aventura

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Tive cá umas boas fraquejadas esse ano, motivos muitos. Cheguei a pensar em desistir, de deitar e dormir; dormir e não acordar para esse pesadelo que é a realidade. E às favas os que conseguem dizer que a realidade não é dura… pode não ser, para uns, mas para outros Deus é quem sabe e quem vive, lógico. 

Não desisti, ainda… Me quero aqui por mais um tempo, deixei para apanhar a bolsa mais tarde. O que mudou? Meu olhar de como enfrentar as dificuldades, meus defeitos; minhas carências e culpas outras. Uma certa gratidão por ser mais forte do que muitas vezes me percebo.

Dizem que a gente escolhe tudo na vida, mentira ridícula; mas boa parte sim. Escolhi ser forte lá trás quando também escolhi ser esse quem sou e que vem mudando com o passar dos anos. Hoje escolhi aceitar que posso fraquejar, que posso ter recaídas em meus anseios e que tudo bem não ser bom demais. Uma hora tudo se resolve, muda… Quero continuar acreditando no ensinamento budista que é um tanto conformista: tudo está onde deveria estar. Quero pensar a vida como a ex-primeira dama dos Estados Unidos Eleanor Roosevelt.

“Não pare de pensar na vida como uma aventura. Você não tem nenhuma segurança a menos que possa viver bravamente, de forma excitante, imaginativa; a menos que você possa escolher um desafio em vez de uma competência”. 

Se não for para ser intenso e verdadeiro, que eu não dure, ou que nada dure; mas se for… Eu sigo adiante entre altos e baixos – esse sou e tenho que me amar assim.

Setembro amarelo, que pessoas que pensam em acabar com suas dores encontrando no suicídio a única saída, possam encontrar solução num abraço que conforta ou numa mão que segura. A minha está estendida e meus braços abertos.

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