O que fazer com isso?

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Usei um determinado perfume por cinco anos e depois quis novos aromas e me aventurei mudando sempre que um frasco terminava. Há dias me deu vontade de voltar a usar o perfume antigo. Fui lá e comprei, parcelei em três vezes, o orçamento anda apertado para todo mundo e inclusive para mim. Eu ainda tenho outros perfumes, mas, me remetem a momentos não tão bons da minha vida em 2017 e principalmente em 2018. Impressionante como o cheiro é capaz de nos transportar para outras épocas, situações; a reviver momentos de forma quase que mágica.

O perfume que usei por mais tempo também me remete a momentos desagradáveis, mas com esse era diferente, eu era um tanto mais jovem e o tipo de vida era outra. Eu me sentia bem e amava o aroma, além, de se tornar um registro da minha presença… tive terapia essa manhã, acordei cedo e depois do banho peguei o frasco para passar a colônia, deixei cair. O frasco se desfaz em pó, perfume para todos os lados do chão banheiro. Fiquei completamente “contrarié”. Foi-se. Acabou em menos de uma semana sem que eu abusasse dele.

Limpei tudo aquilo, a casa impregnou. “O que fazer com isso?” “O que fazer agora?”. Logo os pensamentos disfuncionais começaram a querer tomar conta da minha mente: “você não devia ter comprado esse perfume agora”, “isso é algum tipo de castigo”, “às vezes é livramento da má sorte que você teve nos tempos em que usou esse perfume”, “bem feito, quem mandou gastar sem poder”. Não me demorei em colocar todos esses pensamentos para vender coco na praia.

O que eu posso fazer com isso? Me perguntei novamente e a resposta veio: – nada! Acabou. Quebrou e esparramou, limpei, se foi. Deu, bola para frente. E a lição que fica? Não sei para você que me lê, mas para mim, a que fica é: – na vida nada é permanente.

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