O que esperar de 2018?

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Inflação, mentiras do presidente na televisão, um calor do cão, chuvas repentinas, um sobe e desce dos termômetros que é uma loucura, aliás, sampa está uma loucura, o Brasil está uma loucura – não das boas, a onda de caretice atingiu até os descolados, os modernos, os inteligentes. Até os pseudo-intelectuais estão radicalizando, a diferença é que eles não saem do facebook enquanto a direita está na rua mais do que nunca, ganhando voto, iludindo e destruindo os direitos da população; no fundo isso não afetará a classe intelectual do país.
Credo, é assim que vou começar a crônica da virada?
É sim, não tem como começar 2018 sem se despedir de 2017.

Que posso definir assim: que ano!

Ruim para o mundo, muito bom para mim (de energia pesada e esgotante, mas bom), sofri o golpe de tabela. Defino 2017 como o ano das derrotas sociais, do retrocesso e do começo de um radicalismo que não sei onde vai dar. É radicalismo de todos os lados… Foi esgotante, queremos mesmo que acabe. Não comemorando muito, nunca fico muito feliz e esperançoso com o futuro, como ele ainda não existe tudo pode acontecer… O ano é como uma novela, uma obra aberta, o roteiro muda de repente e sem nos avisar.

Loucura?

Não sabendo o que esperar posso ao menos definir o que não quero para 2018 e te fazer refletir a respeito. Não faço aquela listinha de promessas para o ano seguinte há 2 anos e vou seguir assim… Ah, por falar em promessa, todo mundo já começou a se prometer coisas, meus amigos principalmente: gente, se prometer qualquer coisa é assinar um contrato com a culpa. Um amigo disse que vai parar de fumar, duvido. Uma amiga disse que vai viver mais a própria vida, mas não sai da casa do namorado.
Saí da fase das promessas, imaginei uma paródia da Cássia Eller cantando: “promessas, promessas, apenas promessas, pequenas promessas ao vento”… Entrei na fase dos objetivos, bom, esses a gente sempre corre para alcançar, é interesse individual puro.
Eu por exemplo, não quero mais falar de política com burgueses na mesa de bar, chega! A gente fala, fala e não faz nada e arrumamos desculpas para dizer que contribuímos, que somos bons (eu me considero um merda nesse quesito). São elas, manifestações de facebook, dar trabalho a domesticas (sem recolher impostos), pagar todos os impostos em dia (meu caso), ler sobre causas como feminismo, homofobia, defender Anitta, Pablo Vittar, criticar o Ney, e votar no PT.
Me dei conta que o que posso fazer é desalienar alienados com bons argumentos e mostrando a verdade do que está se passando no nosso país, por isso, papo político agora só com a massa de manobra.
No mais, dentro da minha pequena insignificância diante de tanta desigualdade, o que posso fazer é estudar bem para votar direito e aconselho que todos façam o mesmo… O problema do país é cultural e quando se trata deste problema – só investimento em educação pode mudar e salvar a nação e aqui nem a esquerda e menos ainda a direita investem nisso, ou seja… Caso contrário o papo vai ser sobre Johnny Hooker, risos, Deus me livre desse cara.
Outra coisa, vou eliminar vícios, pessoas, situações que me fazem mal de alguma forma…

Deu né?!

A vida se complica sozinha para que coisas, pessoas e situações piorarem isso? Quero mais simplicidade, “affffffff”. Vamos assumir mais responsabilidade sobre nossos atos, pelo amor.
2017, foi um ano de boas grandes revoluções na minha vida, na minha pessoa… E eu amei isso.
2018, é um mistério ainda e só posso pedir saúde ao universo, mas preciso contribuir também, fazer o regime que a médica tanto cobra e outras coisas… Essas outras coisas não direi quais são, quem convive comigo vai perceber… Parei com os julgamentos, basta. Não quero me tornar um radical idiota. Ah, e uma coisa é certa, estarei bem presente na vida daqueles que eu amo, entretanto, só daqueles que me amam também. 2018, quero rir mais, a simplicidade leve das plumas e mais contato com as árvores, vem cá, quero te abraçar e dizer: quero te conhecer, pode chegar e seja muito bem vindo 2018.

Feliz ano novo.

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