Mais cinco minutinhos

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Bip, bip, bip, bip, bip… 

O que será isso? 

Que estranho, está tão longe. Barulho, me parece familiar. Hum, que sensação estranha na cabeça. Arg… já é dia. 

Que horas são? Cadê meu celular? Aqui. Bom dia, querido. Que horas são, meus óculos? – Você nunca responde, ainda vão criar uma versão que me responda: Dia lindo, querido! 

6h39, mas já? Parece que eu recém deitei. E esse barulho? 

Bip, bip, bip, bip, bip… 

O despertador do vizinho. Não…  para, por favor… parou! Ele acordou. Vou dormir mais cinco minutinhos, esse abraço de cama está uma delícia. Que paz! Ninguém para encher o saco, só ela, os travesseiros e eu. Vem cá travesseiro. Hummm… Como é bom!

Bip, bip, bip, bip, bip…

De novo. Acho que o vizinho também gosta de uma soneca extra. Agora não tem jeito, hora de levantar. Fome. Ih, não tem nada de carboidrato, é eu como carboidratos de manhã, vou ter que comer no posto de gasolina da esquina com a rua Major Diogo. Está frio, dia típico paulistano – cinza. Também, andava tudo colorido demais. 

A Segunda-feira pós carnaval devia ser mais generosa com a gente. Hora de viver, do ano começar. É bom dormir, mas é melhor ainda poder acordar (essa frase foi clichê, foda-se, ué).

No elevador, o vizinho: Bom dia.

(Que gato, como nunca o vi por aqui?) 

– Bom dia.

É, o ano começou.

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