Essa tal felicidade.

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“A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz” (Freud).

Cheirinho de café de manhã e o da chuva da tarde. O barulho do pisar sobre a folha seca do outono, as cores do horizonte.

O abraço de mãe, a briga de irmãos; de amigos. O grito da vó e a fofoca das tias. A vista da sua janela. O beijo apaixonado, o calafrio do proibido. O nascimento de um sobrinho, o sorriso de um filho. A prova do vestibular. Sentir saudade de um ex… Desabafar na mesa de bar saboreando a alegria e a tristeza dos contratempos. O sabor do molho de tomate com manjericão. O tocar da campainha quando se espera pelos amigos numa sexta à noite. O sabor de um vinho antigo. Médicos divertidos e os maus humorados também… Desafios superados. Aquela viagem ao sul, a Machu Pitcchu ou para o Morro São Paulo na Bahia. O sotaque mineiro… Acordar tarde. A reconciliação depois do desentendimento. Andar de bicicleta. Assistir filmes e séries. Faltar no trabalho. Mandar algum chato calar a boca… Êta, vida boa.

De tudo o que nos faz feliz, existem coisas que se faz acompanhado, outras não. Nem tudo o que não é preciso e é feito sozinho por opção causa a sensação de solidão, ou de que você está solitário. Mesmo que julguem que você tenha problemas de relacionamento.

Quem disse?

Certo ano eu preferi passar o natal em casa. E isso implicou em passar só uma vez que moro sozinho e que nesse dia as pessoas preferem passar a noite com suas famílias. Quando contei minha decisão, foi impressionante o estranhamento e o espanto das pessoas. De todas elas, como se fosse o fim do mundo ou como se eu não tivesse ninguém (tadinho dele), mas eu tinha sim. Só não queria ir.

 Como assim?

 Eu moro sozinho, posso querer passar na minha casa e ponto, simples assim. E passei em casa – me lembro, que as vinte e três horas eu já estava deitado dormindo como uma criança. E foi tão bom! Às vezes, você quer isso – ficar sozinho, não conviver, não socializar. Gostar de estar sozinho também é uma forma de felicidade individual. Não é sobre isso que trata os dizeres de Freud na frase que inicia esse texto?

Existem muitas coisas que são maravilhosas quando feitas na própria companhia. Algumas pessoas idealizam demais a felicidade… Só se pode ser feliz se a experiência for namorando, com os amigos ou família; num grande evento. Se tiver muita gente. Muita foto, muita bebida.  A gente devia ficar feliz na própria companhia. Em ir ao cinema. Nas manhãs em que se acorda bem. Quando meu telefone toca, e é alguém que eu gosto querendo saber se estou bem. Eu fico feliz até com as mensagens de áudio que minha mãe me envia pelo whatsapp, é sempre motivo para rir. E você, o que tem te feito feliz? O que te faz feliz? Se tem tido poucos motivos, reveja suas escolhas, sua vida; algo pode estar incompleto – algum quadro torto, quem sabe? Coloque aquela musica que você adora, fique descalço e abra uma garrafa de vinho, se dê um tempo… Seja feliz de pouquinho em pouquinho e logo perceberá que não há tristeza que não passe e solidão que permaneça.

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