Casa nova (pequenas alegrias)

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Kant disse, “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”. Pintura… Paredes limpas… A casa parece nova. Decoração diferente, entulhos e lixos guardados dispensados. O que estava fora do lugar volta a uma nova ordem. É a sensação pós-caos… Casa quase pronta, falta um ajuste ou outro. O apartamento é o mesmo, a sensação é outra. Meus olhos me diziam que eu estava em uma nova casa. Mudei. De fato é uma nova casa, nova decoração, novas paredes, um novo eu que emerge com os pequenos detalhes minimamente pensados para meu bem estar. Mudanças nunca foram tormento para mim, embora elas não sejam menos desconfortáveis por isso. Mas, não me assusta… Não me acovarda ter que mudar – abro o peito e aceito o desafio. Na manhã seguinte da primeira noite de “casa nova”, tomei rumos diferentes e fiz o outro caminho, diferente do habitual na ida para o trabalho. O dia era calmo, o sol tímido e a temperatura fria, bem fria – coisas do outono. São pequenas alegrias que compõem a melodia dias pós-mudanças, é uma sensação de paz, de gratidão e a tranquilidade que cabe num; “tudo bem”, que enche a gente de satisfação e prazer. Termino essas poucas linhas com um suspiro: ah, quem dera se todo mundo abraçasse as mudanças como elas gostariam de serem abraçadas. Decerto estaríamos vivendo dias de mais vitoriosos e de menos derrotas. E a reforma de fora é só a consequência da reforma de dentro.

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