As tais borboletas no estomago

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Paixões avassaladoras das que faz qualquer um perder o fôlego e que comprometem a sanidade, a razão – é tão marcante quanto um tsunami e fazem estrago igual, só que dentro ou é só impressão? Alguns desses apaixonados promovem verdadeiros escândalos, shows de ciúmes e de horror capaz de assustar até os fanáticos por filmes de terror. É como se a paixão tirasse a capacidade de raciocínio lógico e levasse o individuo a um estado instintivo e completamente irracional. É como uma espécie de necessidade física que brota pelos poros e esse brotar é uma dependência submissa e visceral. O mundo gira em torno apenas do relacionamento, do parceiro (a). Inseguranças dominam a autoestima como um vírus. Muito embora, eu questione esta teoria, às vezes, chego a pensar que pode ser excesso de autoestima e não a falta dela. As pessoas se gostam tanto e o outro faz tão bem que, estas pessoas preferem abrir mão de si mesmas para não perder o que mais te dá prazer: o outro. É de costume colocar suas vidas nas mãos do outro de maneira viciante. E viciadas as elas não conseguem abrir mão dessa paixão.

Se bem, que quando só se sabe lidar com o sofrimento; chega um momento que não se quer a libertação dele, pois a libertação seria o fim daquilo com o que você já sabe lidar. É fácil administrar aquilo que a gente já conhece. Difícil é mexer em vespeiro novo. Mesmo assim, o sorriso bobo, a vontade incontrolável de estar junto, de sentir o gosto, o cheiro da pele; consegue deixar qualquer um desnorteado.

Já ouvi relatos de necessidade diária de sexo e, às vezes, mais de uma vez ao dia com frequência. O casal abandona suas vidas e vive só aquele sentimento como se o resto do mundo fosse alheio. Brigam, rosnam e terminam na cama numa transa ardente.

Fala-se sobre a sensação de borboletas no estomago… Suor nas mãos, calafrios, rubor na face… Este último eu conheço, já aconteceu comigo. Timidez diante de uma paquera, quem nunca? De resto não conheço nada que diz respeito a esta paixão avassaladora. Quando ouço as musicas do Roberto, me pergunto – de onde saiu tanta inspiração romântica? Será que ele se apaixonou tanto assim? E os sertanejos então? É um amor de corno do cacete!

Mas admiro quem tem aptidão para cegueira, para a burrice e a irracionalidade plena de uma paixão. No entanto, Prefiro o aconchego e a paz da conchinha ao ping-pong de egos para ver quem manda mais, quem gosta mais, quem ganha mais; quem goza mais e quem tudo mais… Não sei se paixão é para todo mundo, o que sei é; que é preciso ter disposição, e se as estruturas forem frágeis é melhor não arriscar.

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