​“O fora” ou “a bota”, tanto faz.

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A cada nova década novos costumes são formados na sociedade e alguns valores são perdidos… E dizem que a tragédia de uma geração é a piada da geração seguinte… Tratando-se de relacionamentos ou “ficadas”, “rolos”, “peguetes”, “pinto amigo”; (as nomenclaturas variam conforme as tribos) percebe-se a extinção do famoso “fora”.

O “fora” é aquele “pé na bunda” que damos ou levamos de alguém… Podemos defini-lo como sendo o momento em que você comunica ao ser interessado o seu desinteresse.

As desculpazinhas são sempre as mesmas: “eu tentei”, “não sei por que você tinha que aparecer agora”; “eu não estou nesse momento”, “não é com você, é comigo”, “acabei de sair de um relacionamento e meu ex ainda mexe comigo”, “não estou pronto para perder minha liberdade”, “eu quero ficar com você, mas, não agora”; “estou focado na minha carreira”. Tudo isso para dizer “não quero mais você” ou para fugir de algum tipo de envolvimento afetivo… O “fora” é nosso protagonista em extinção. E por que será que ele está em extinção? Simples, não é preciso mais verbalizar o fim, não em SP. Não para essa geração que pode resolver a questão numa mensagem de whatsapp. Isto é dar-se ao trabalho e não temos mais “tempo” para tanto. Vou mostrar como se dá o “fora” em tempos modernos:

Não ligue.

Não atenda o celular.

Exclua o individuo do facebook.

Pare de seguir no twitter ou simplesmente fique mudo, não responda as mensagens do whatsapp e quem sabe bloqueie a pessoa.

Apague as fotos do instagram, como se elas nunca tivessem existido.

Evite os bares que o fulano (a) frequenta por duas ou três semanas, ignore. Caso encontre o individuo – cumprimente com um sorrisinho sem graça. E se ele perguntar “tudo bem?”, responda “tudo sim”… Sem o “e você?”. Não dê espaço para diálogos e vá fumar um cigarro; caso você fume. Agora se você quiser magoar a outra pessoa, pode se despedir depois do sexo assim “tchau, a gente se fala”. Bingo! É trauma na certa e anos de terapia. E quem sabe, dificuldades de se envolver novamente.

Não existe mais o tal “fora”, não temos tempo para ter consideração por alguém que já nos fez feliz. Enfim, quem merece saber o porque o relacionamento não deu certo? Quanto menos expectativas, melhor (ironias a parte). Como diz uma amiga, quem se importa? Inclusive tem quem chame o “fora” de “bota”; eu já levei uma “bota” e você?

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